Não podemos vê-la
nem tocá-la, mas duvido que alguém negue sua existência. Embora diferente do corpo
físico e palpável, ela também é bastante verdadeira. É a mente, a psique, a
alma. Continuamente nos proporcionando experiências bem efetivas, como os pensamentos,
emoções, sentimentos, lembranças, intuições, sonhos e todas as nossas motivações.
Mas ainda é um mundo desconhecido e pouco explorado por nós e, talvez por isso,
frequentemente o evitamos e tememos. Contudo, assim como o corpo, a mente apresenta
uma estrutura e um funcionamento, com necessidades nutritivas e mecanismos de
regulação para manter um equilíbrio. Em ambos, com o atendimento ou não das necessidades nos sentiremos saciados (satisfeitos) ou famintos (frustrados). A psique
tem uma existência paralela ao corpo, mas com interferências mútuas. Chamam a
atenção, entretanto, os momentos em que ocorrem discrepâncias de funcionamento entre
eles – quando, embora saciados organicamente, continuamos a comer pela “fome
interior”, ou quando satisfeitos na alma, nos interessamos menos pelos “alimentos
externos”. Apesar da indiscutibilidade dos fenômenos subjetivos e do seu significativo
impacto na nossa vida cotidiana, pouco os consideramos e, não raro, nos
referimos a eles com desdém, com comentários do tipo “isso é frescura!”. O
interessante é que embora tenhamos uma vida tangível, com casa, comida e roupa lavada, ao
mesmo tempo vivemos em outro domínio, onde habita nossa consciência. Nela percebemos e significamos. Nela somos e vivemos! Sendo assim, precisamos considerar
os fenômenos da mente, priorizar as necessidades da psique e buscar os verdadeiros alimentos da alma. E aí, desconheço algo que satisfaça mais que a intimidade
com o Mestre, método mais simples e eficiente de proporcionar felicidade do que
as Bem Aventuranças, e vida mais abundante do que a por Cristo oferecida.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Cuidando da mente
Não podemos vê-la
nem tocá-la, mas duvido que alguém negue sua existência. Embora diferente do corpo
físico e palpável, ela também é bastante verdadeira. É a mente, a psique, a
alma. Continuamente nos proporcionando experiências bem efetivas, como os pensamentos,
emoções, sentimentos, lembranças, intuições, sonhos e todas as nossas motivações.
Mas ainda é um mundo desconhecido e pouco explorado por nós e, talvez por isso,
frequentemente o evitamos e tememos. Contudo, assim como o corpo, a mente apresenta
uma estrutura e um funcionamento, com necessidades nutritivas e mecanismos de
regulação para manter um equilíbrio. Em ambos, com o atendimento ou não das necessidades nos sentiremos saciados (satisfeitos) ou famintos (frustrados). A psique
tem uma existência paralela ao corpo, mas com interferências mútuas. Chamam a
atenção, entretanto, os momentos em que ocorrem discrepâncias de funcionamento entre
eles – quando, embora saciados organicamente, continuamos a comer pela “fome
interior”, ou quando satisfeitos na alma, nos interessamos menos pelos “alimentos
externos”. Apesar da indiscutibilidade dos fenômenos subjetivos e do seu significativo
impacto na nossa vida cotidiana, pouco os consideramos e, não raro, nos
referimos a eles com desdém, com comentários do tipo “isso é frescura!”. O
interessante é que embora tenhamos uma vida tangível, com casa, comida e roupa lavada, ao
mesmo tempo vivemos em outro domínio, onde habita nossa consciência. Nela percebemos e significamos. Nela somos e vivemos! Sendo assim, precisamos considerar
os fenômenos da mente, priorizar as necessidades da psique e buscar os verdadeiros alimentos da alma. E aí, desconheço algo que satisfaça mais que a intimidade
com o Mestre, método mais simples e eficiente de proporcionar felicidade do que
as Bem Aventuranças, e vida mais abundante do que a por Cristo oferecida. segunda-feira, 22 de abril de 2013
A influência da vida moderna na qualidade dos relacionamentos
Não há como negar o exagero contemporâneo - estimativas indicam que estamos expostos a 30 mil anúncios de tv por ano, 7,3 bilhões de emails comerciais (spam), além de uma quantidade avassaladora de informações jornalísticas e científicas, acrescida de uma infinidade de novos produtos e serviços constantemente oferecidos -, nem a dificuldade de se fazer escolhas em meio a uma oferta tão abundante. No nosso cotidiano não faltam situações que prometem prazer imediato, exigindo consequentemente uma maior capacidade de resistir a tentação e manter o autocontrole (a conhecida batalha entre o impulso e a reflexão; anjinho x diabinho). O problema, entretanto, é que o ato de refletir, em termos neurofisiológicos, é complexo, lento e dispendioso, o que já não acontece com a atitude impulsiva (que necessita apenas do "tico e teco"). Por isso somos mais vulneráveis aos desejos. E diante de tantos desafios e atividades que a modernidade nos impõe, o tempo e a disposição mental - fundamentais para a reflexão - são cada vez mais raros. Em relação a isto, a Mente e Cérebro destaca que "os impulsos influem mais em nosso comportamento quando dispomos de poucos recursos mentais para a reflexão". Um dos artigos da revista ilustra que é mais difícil para uma pessoa resistir a um almoço calórico após algumas horas envolvida numa entrevista de trabalho, do que se a manhã fosse menos sobrecarregada psicologicamente. Ou seja, a diminuição da reflexão - olhar para dentro - traz grandes prejuízos ao comportamento humano, pois compromete as metas de longo prazo, não só na reeducação alimentar, mas na aprendizagem em geral, seja ela acadêmica, social, existencial. Na edição "O Segredo da Decisão" as pesquisas indicam que a reflexão é essencial para construir memórias e conferir sentido aos acontecimentos, assimilar valores morais e digerir o que foi aprendido. Diz ainda que preencher o tempo com tarefas como internet e tv atrapalha a dispersão natural e necessária do cérebro (crianças motivadas a desfrutar o tempo livre tem menos problemas de ansiedade, melhor desempenho escolar e demonstram melhor capacidade de planejar o futuro).
Por outro lado, não há como negar também os ganhos que a vida moderna vem nos proporcionando, tanto no plano individual como no coletivo: equipamentos que promovem a comodidade e o conforto sensorial, tratamentos mais eficientes para doenças, aumento da expectativa de vida, democratização do acesso a informações e serviços, encurtamento de distâncias, maior variedade de opções de trabalho, compartilhamento de idéias, mudança de paradigmas, interação e mobilização sociais... Neste contexto, a grande protagonista das modificações tem sido a tecnologia, que embora está geralmente associada a complexos equipamentos, significa essencialmente um jeito especial de se fazer algo ou um conjunto de técnicas e conhecimentos usados para resolver problemas ou, ao menos, facilitar a solução deles.
Escrevendo esta postagem e lendo a definição de tecnologia foi que atentei para o maior desperdício de oportunidade no encontro de que participei: os casais que estavam presentes faziam parte de um grupo religioso (católico). Mesmo considerando o meu desconhecimento no assunto, poderia ter aproveitado o momento para arriscar a dizer que os ensinamentos de Cristo foram, provavelmente, o instrumento tecnológico de maior impacto na humanidade. Sua divulgação ocorreu numa época em que o padrão era ser impiedoso, amedrontador, hipócrita ou subserviente. Com a proposta de resolver problemas humanos, Ele apresentou a técnica e os conhecimentos com a mais alta tecnologia em inteligência emocional: através da palavra - e não da violência - demonstrou o que há de mais moderno na área do comportamento, ao ensinar a perdoar e amar ao próximo. Sendo assim, não precisamos temer as tecnologias, nem crucificá-las. Umas mais, outras menos, com reflexão podemos utilizá-las para proporcionar qualidade aos nossos relacionamentos. Porém difícil, às vezes, é entender o manual e seguir as instruções!
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